Era uma vez uma menina que brincava e assistia muito noticiário. Ela aprendeu a ler e se transformou numa monstrinha que comia livros. Petrificados por sua cabeça ou talvez enfeitiçados por seu sorriso, os guardiões a deixaram entrar nos castelos do saber. Para acalma-la era só dar-lhe mais livros. Feliz, ela retribui contando histórias e tentando explicar o mundo. Às vezes visto pelos olhos doces de um pequeno príncipe de Exupéry, outras pelos de princesa maquiavélica.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Com o brinquedo alheio
Entre as minhas mais antigas lembranças está o Jornal Nacional mostrando um tal de Kadhafi, um tipo de vilão (por motivos que na época eu não entendia). Muitas plásticas depois, nem todas bem sucedidas, o personagem da minha infância continua no mesmo lugar. A diferença é que agora a oposição vem de dentro da Líbia e o mundo ocidental parece não chegar a um consenso de que castigo vai dar para ele. Cortar a sobremesa? Armar os líbios que não gostam dele? Jogar bombas com um avião? A União Africana parece não estar se divertindo muito nessa história e procura negociar a saída dele. Quem sabe o exílio em algum lugar exótico? A palavra de ordem é evitar mais um conflito armado na região (daqueles sem hora para acabar), ainda mais porque a Líbia é das sócias mais ricas da União. Não sei se a parte sobre "negociar a paz" será possível. Essa semana, um soldado de Kadhafi foi fotografado com armas pesadas, de fabricação russa. Não seria incomum numa guerra, não fosse o fato da Rússia garantir que não vendeu este tipo de armamento para a Líbia, mas vendeu para a Venezuela. Parece que o Chavito emprestou alguns de seus brinquedos para o amigo.
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